Para testar se o alternador está carregando, mede-se a tensão nos terminais da bateria com o motor desligado e depois com o motor funcionando: se a tensão não sobe para a faixa de carga especificada para o veículo, o sistema de carga não está repondo a energia da bateria. A partir daí, testes simples com multímetro e alicate amperímetro separam o que é alternador, regulador, cabo ou bateria.
Este guia mostra a sequência de testes que o eletricista automotivo usa no dia a dia, o que cada medição indica e como identificar a peça certa quando o defeito é confirmado.
Como saber se o problema é o alternador ou a bateria?
Comece pela bateria, porque uma bateria ruim engana todos os testes seguintes. Com o motor desligado há algumas horas, meça a tensão nos terminais:
- Em sistema de 12 V, uma bateria chumbo-ácido carregada fica em torno de 12,6 V.
- Valores abaixo de cerca de 12,2 V indicam bateria descarregada, que precisa ser carregada antes do teste.
- Em sistema de 24 V, com duas baterias em série, os valores dobram; meça também cada bateria separadamente.
Depois, faça o teste de carga da bateria com o testador. Bateria que não sustenta a carga deve ser avaliada antes de qualquer conclusão sobre o alternador.
Qual deve ser a tensão com o motor ligado?
Com o motor funcionando, a tensão nos terminais da bateria deve subir para a faixa de carga especificada pelo fabricante, que em sistemas de 12 V costuma ficar entre 13,5 V e 14,5 V e, em sistemas de 24 V, entre 27 V e 29 V. Se a tensão continua igual à da bateria parada, o alternador não está carregando. Se passa muito do limite, o regulador pode estar deixando a carga alta, o que ferve e danifica a bateria.
Meça em marcha lenta e com o motor um pouco acelerado. Em muitos veículos, a tensão melhora com a rotação; se só carrega acelerado, suspeite de correia patinando, escovas gastas ou alternador com rendimento baixo.
O teste com consumidores ligados
Com o motor acelerado, ligue faróis, ventilação na velocidade máxima, desembaçador e outros consumidores. A tensão pode cair um pouco, mas deve continuar acima da tensão da bateria parada. Se despenca, o alternador não está entregando a corrente necessária.
Com o alicate amperímetro no cabo de saída do alternador (o cabo positivo, B+), dá para medir a corrente entregue e comparar com a amperagem nominal do alternador, gravada na carcaça ou informada no catálogo. A corrente máxima só aparece com consumo alto, por isso o teste com cargas ligadas é o que revela um alternador fraco.
Como medir a queda de tensão nos cabos?
Mau contato no cabo positivo ou no aterramento imita alternador fraco e faz trocar peça boa. O teste é feito com o motor funcionando e os consumidores ligados:
- Positivo: uma ponta do multímetro no terminal B+ do alternador e a outra no polo positivo da bateria. O valor deve ficar em poucas décimas de volt.
- Negativo: uma ponta na carcaça do alternador e a outra no polo negativo da bateria. Também deve ficar em poucas décimas de volt.
Valores acima disso indicam terminal oxidado, cabo subdimensionado ou aterramento solto. Corrigir a conexão costuma resolver o problema sem troca de peça. Veja as garras e terminais de bateria.
O que pode estar com defeito no alternador?
Confirmado que a carga não chega à bateria, o defeito costuma estar em uma destas partes:
- Regulador de voltagem: carga baixa, alta ou instável. Muitas vezes vem integrado ao porta-escovas.
- Escovas e anel coletor: desgaste interrompe a excitação do rotor; o alternador falha de forma intermitente e depois para de carregar.
- Placa retificadora (diodos): diodo aberto ou em curto reduz a corrente e gera ruído elétrico.
- Rolamentos: ruído, aquecimento e, no limite, travamento.
- Estator ou rotor: enrolamento em curto ou interrompido.
- Polia e polia roda livre: patinação, ruído e vibração na correia.
Para conferir os diodos, use o multímetro na escala de tensão alternada (AC) nos terminais da bateria, com o motor funcionando e cargas ligadas: um valor alto de tensão alternada, o chamado ripple, indica diodo com defeito. O testador de alternador de bancada confirma o diagnóstico.
E nos veículos com regulador pilotado?
Em muitos veículos atuais, o regulador é comandado pela central eletrônica, que varia a tensão de carga de propósito para economizar combustível e preservar a bateria. Nesses casos, uma tensão abaixo de 13,5 V em determinado momento pode ser normal. O diagnóstico pede o scanner, para ler os códigos e os valores da central, e um testador próprio para regulador pilotado na bancada. Veja os megômetros e testadores elétricos.
Como identificar a peça certa?
A peça certa sai da referência gravada na carcaça do alternador, junto com a tensão (12 V ou 24 V) e a amperagem. Sem a referência, fotos da peça, da plaqueta e dos terminais do regulador ajudam a identificar o modelo. Com esses dados, o especialista confere se a solução é o alternador completo, o regulador, a placa retificadora ou o kit de reparo. Veja os alternadores, os reguladores e retificadores e as peças de alternador.
Resumo
Testar o alternador é seguir uma ordem: bateria primeiro, tensão de carga, teste com consumidores, queda de tensão nos cabos e, por fim, os componentes internos. Com a medição certa, a troca de peça deixa de ser tentativa. Para o reparo, a Imperieletro tem alternadores, reguladores, placas retificadoras e peças de reparo, com entrega rápida em Rio Verde-GO e envio para todo o Brasil.