Carga e partida

Alternador não carrega: como testar passo a passo

Como testar o alternador com multímetro e alicate amperímetro: bateria em repouso, tensão de carga, teste com consumidores, queda de tensão e ripple dos diodos.

Por Imperieletro 4 min de leitura

Alternador, motor de partida, rolamentos e relés da linha Imperieletro sobre a bancada

Pontos principais

  • Antes de condenar o alternador, confirme a bateria: tensão em repouso e teste de carga.
  • Com o motor ligado, a tensão de carga precisa ficar na faixa especificada, também com faróis, ventilação e outros consumidores ligados.
  • Queda de tensão no cabo positivo ou no aterramento imita alternador fraco e se mede com o multímetro.
  • Tensão alternada alta na saída (ripple) aponta diodo com defeito; ruído e calor apontam rolamento ou correia.
  • Em veículos com regulador pilotado pela central, a tensão varia de propósito e o teste pede equipamento próprio.
Neste artigo 8 tópicos
  1. Como saber se o problema é o alternador ou a bateria?
  2. Qual deve ser a tensão com o motor ligado?
  3. O teste com consumidores ligados
  4. Como medir a queda de tensão nos cabos?
  5. O que pode estar com defeito no alternador?
  6. E nos veículos com regulador pilotado?
  7. Como identificar a peça certa?
  8. Resumo

Para testar se o alternador está carregando, mede-se a tensão nos terminais da bateria com o motor desligado e depois com o motor funcionando: se a tensão não sobe para a faixa de carga especificada para o veículo, o sistema de carga não está repondo a energia da bateria. A partir daí, testes simples com multímetro e alicate amperímetro separam o que é alternador, regulador, cabo ou bateria.

Este guia mostra a sequência de testes que o eletricista automotivo usa no dia a dia, o que cada medição indica e como identificar a peça certa quando o defeito é confirmado.

Como saber se o problema é o alternador ou a bateria?

Comece pela bateria, porque uma bateria ruim engana todos os testes seguintes. Com o motor desligado há algumas horas, meça a tensão nos terminais:

  • Em sistema de 12 V, uma bateria chumbo-ácido carregada fica em torno de 12,6 V.
  • Valores abaixo de cerca de 12,2 V indicam bateria descarregada, que precisa ser carregada antes do teste.
  • Em sistema de 24 V, com duas baterias em série, os valores dobram; meça também cada bateria separadamente.

Depois, faça o teste de carga da bateria com o testador. Bateria que não sustenta a carga deve ser avaliada antes de qualquer conclusão sobre o alternador.

Qual deve ser a tensão com o motor ligado?

Com o motor funcionando, a tensão nos terminais da bateria deve subir para a faixa de carga especificada pelo fabricante, que em sistemas de 12 V costuma ficar entre 13,5 V e 14,5 V e, em sistemas de 24 V, entre 27 V e 29 V. Se a tensão continua igual à da bateria parada, o alternador não está carregando. Se passa muito do limite, o regulador pode estar deixando a carga alta, o que ferve e danifica a bateria.

Meça em marcha lenta e com o motor um pouco acelerado. Em muitos veículos, a tensão melhora com a rotação; se só carrega acelerado, suspeite de correia patinando, escovas gastas ou alternador com rendimento baixo.

O teste com consumidores ligados

Com o motor acelerado, ligue faróis, ventilação na velocidade máxima, desembaçador e outros consumidores. A tensão pode cair um pouco, mas deve continuar acima da tensão da bateria parada. Se despenca, o alternador não está entregando a corrente necessária.

Com o alicate amperímetro no cabo de saída do alternador (o cabo positivo, B+), dá para medir a corrente entregue e comparar com a amperagem nominal do alternador, gravada na carcaça ou informada no catálogo. A corrente máxima só aparece com consumo alto, por isso o teste com cargas ligadas é o que revela um alternador fraco.

Como medir a queda de tensão nos cabos?

Mau contato no cabo positivo ou no aterramento imita alternador fraco e faz trocar peça boa. O teste é feito com o motor funcionando e os consumidores ligados:

  1. Positivo: uma ponta do multímetro no terminal B+ do alternador e a outra no polo positivo da bateria. O valor deve ficar em poucas décimas de volt.
  2. Negativo: uma ponta na carcaça do alternador e a outra no polo negativo da bateria. Também deve ficar em poucas décimas de volt.

Valores acima disso indicam terminal oxidado, cabo subdimensionado ou aterramento solto. Corrigir a conexão costuma resolver o problema sem troca de peça. Veja as garras e terminais de bateria.

O que pode estar com defeito no alternador?

Confirmado que a carga não chega à bateria, o defeito costuma estar em uma destas partes:

  • Regulador de voltagem: carga baixa, alta ou instável. Muitas vezes vem integrado ao porta-escovas.
  • Escovas e anel coletor: desgaste interrompe a excitação do rotor; o alternador falha de forma intermitente e depois para de carregar.
  • Placa retificadora (diodos): diodo aberto ou em curto reduz a corrente e gera ruído elétrico.
  • Rolamentos: ruído, aquecimento e, no limite, travamento.
  • Estator ou rotor: enrolamento em curto ou interrompido.
  • Polia e polia roda livre: patinação, ruído e vibração na correia.

Para conferir os diodos, use o multímetro na escala de tensão alternada (AC) nos terminais da bateria, com o motor funcionando e cargas ligadas: um valor alto de tensão alternada, o chamado ripple, indica diodo com defeito. O testador de alternador de bancada confirma o diagnóstico.

Alternador automotivo com polia e ventoinha, sobre fundo branco
Alternador da linha Imperieletro. A referência gravada na carcaça identifica o modelo, o regulador e as peças de reparo.

E nos veículos com regulador pilotado?

Em muitos veículos atuais, o regulador é comandado pela central eletrônica, que varia a tensão de carga de propósito para economizar combustível e preservar a bateria. Nesses casos, uma tensão abaixo de 13,5 V em determinado momento pode ser normal. O diagnóstico pede o scanner, para ler os códigos e os valores da central, e um testador próprio para regulador pilotado na bancada. Veja os megômetros e testadores elétricos.

Como identificar a peça certa?

A peça certa sai da referência gravada na carcaça do alternador, junto com a tensão (12 V ou 24 V) e a amperagem. Sem a referência, fotos da peça, da plaqueta e dos terminais do regulador ajudam a identificar o modelo. Com esses dados, o especialista confere se a solução é o alternador completo, o regulador, a placa retificadora ou o kit de reparo. Veja os alternadores, os reguladores e retificadores e as peças de alternador.

Resumo

Testar o alternador é seguir uma ordem: bateria primeiro, tensão de carga, teste com consumidores, queda de tensão nos cabos e, por fim, os componentes internos. Com a medição certa, a troca de peça deixa de ser tentativa. Para o reparo, a Imperieletro tem alternadores, reguladores, placas retificadoras e peças de reparo, com entrega rápida em Rio Verde-GO e envio para todo o Brasil.

Publicado pela Imperieletro

Distribuidora de peças elétricas automotivas no atacado, com loja em Rio Verde-GO, para autoelétricas, oficinas, revendas e frotas de linha leve, linha pesada e máquinas agrícolas. Entrega rápida em Rio Verde-GO e envio para todo o Brasil.

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